sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Tolerâncias de Ponto/2008

Após audição da proposta da Comissão Sindical e ao abrigo do disposto na alínea a) do nº 2 do art. 68º do Decreto-Lei nº 169/99 de 18 de Setembro, decidiu o Sr. Presidente da Câmara conceder as seguintes tolerâncias de ponto para o ano de 2008:

- Dia 4 de Fevereiro (Segunda-Feira de Carnaval)

- Dia 5 de Fevereiro (Terça-Feira de Carnaval)

- Dia 9 de Junho

- Dia 24 de Dezembro

São ainda concedidas as tolerancias de aniversário do trabalhador, bem como, todas as concedidas pelo governo à Administração Pública.

Da proposta apresentada pela Comissão Sindical não foram concedidas as seguintes tolerancias de ponto:

-Dia 02 de Maio (Sexta-Feira)

-Dia 23 de Maio (Sexta-Feira)

-Dia 26 de Dezembro (Sexta-Feira)


A Comissão Sindical STAL/Borba

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

SIADAP – Sistema Integrado do Desempenho da Administração Pública

Fases do Processo


A) Auto-avaliação – Concretiza-se através do preenchimento de ficha própria a partir de 5 de Janeiro, devendo esta ser presente ao avaliador no momento da entrevista (Artigo 23º do Decreto Regulamentar nº 19-A/2004).

B) Avaliação Prévia – Preenchimento das fichas de avaliação do desempenho pelo avaliador, a realizar entre 5 e 20 de Janeiro, com vista à sua apresentação na reunião de harmonização das avaliações. (Artigo 24º do Decreto Regulamentar nº 19-A/2004).

C) Harmonizações das avaliações de desempenho – Nesta Fase, realizam-se as reuniões do conselho coordenador da avaliação tendo em vista a validação das propostas de avaliação final. Esta validação das propostas correspondentes às percentagens máximas de mérito e excelência implica declaração formal, assinada por todos os membros do conselho coordenador da avaliação. (Artigo 25º do Decreto Regulamentar nº 19-A/2004)

D) Entrevista com o avaliado – Realização das entrevistas individuais dos avaliadores com os respectivos avaliados, com o objectivo de analisar a auto-avaliação do avaliado, dar conhecimento da avaliação feita pelo avaliador e de estabelecer os objectivos a prosseguir pelos avaliados neste ano. (Artigo 26º do Decreto Regulamentar nº 19-A/2004)

E) Homologação – As avaliações de desempenho ordinárias devem ser homologadas até 15 de Março. (Artigo 27º do Decreto Regulamentar nº 19-A/2004)

F) Reclamação – Nesta fase, o avaliado após tomar conhecimento da homologação da sua avaliação pode apresentar reclamação por escrito, no prazo de cinco dias úteis. A decisão será proferida no prazo máximo de 15 dias úteis, dependendo de parecer prévio do conselho de coordenação da avaliação, podendo o dirigente máximo do serviço solicitar, por escrito, a avaliadores e avaliados, os elementos que julgar convenientes. (Artigo 28º do Decreto Regulamentar nº 19-A/2004)

G) Recurso – Após decisão final sobre a reclamação cabe recurso hierárquico para o membro do Governo competente, a interpor no prazo de cinco dias úteis contado do seu conhecimento. A decisão desta instância deverá ser proferida no prazo de 10 dias úteis contados da data de interposição de recurso, devendo o processo de avaliação encerrar-se a 30 de Abril. (Para a Administração Local não se aplica esta fase do processo, recorrendo-se após o resultado da reclamação à via judicial, visto o Presidente da Câmara ser igualmente, o presidente do Conselho de Coordenação da Avaliação, não existindo por essa razão mais superiores hierárquicos).

Para esclarecimentos adicionais contacte a Comissão Sindical Borba

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Órgãos Nacionais do STAL tomaram posse


Os órgãos nacionais do STAL tomaram hoje posse numa cerimónia que decorreu em Vila Franca de Xira, no Museu do Neo-Realismo, com a participação de José Ernesto Cartaxo, da CGTP-IN, e da presidente da autarquia, Maria da Luz Rosinha.


Informação detalhada aqui


Ecos da Imprensa

Trabalhadores que pedem reforma este ano sofrem corte de 0,56 por cento na pensão

"Quem passar à reforma este ano vai ter uma penalização de 0,56 por cento na sua pensão, a menos que trabalhe mais algum tempo do que o anteriormente previsto.

É esse o efeito da aplicação do chamado factor de sustentabilidade, cujo valor para 2008 foi ontem anunciado pelo Governo e que resulta da entrada em vigor da nova lei da Segurança Social, no ano passado.

Para atenuar o efeito do factor de sustentabilidade - que incorpora o aumento da esperança de vida no cálculo das pensões - os trabalhadores podem prolongar o tempo de trabalho, conseguindo dessa forma uma bonificação que anule a perda provocada pela entrada em vigor da nova regra.

Nalguns casos, a bonificação ganha por trabalhar um mês para além do tempo previsto é suficiente para anular o efeito do factor de sustentabilidade, que se faria sentir na pensão durante o resto da vida. É o caso de um trabalhador que, aos 65 anos, tenha descontado entre 35 e 39 anos e que é bonificado em 0,65 por cento por adiar em 30 dias a passagem à reforma (ver tabela Taxa de Bonificação Mensal).

Noutras situações, como quando aos 65 anos tiver uma carreira contributiva inferior a 25 anos, a bonificação de 0,33 por cento por mês de trabalho será este ano insuficiente para anular os 0,56 da penalização. Para não ver a pensão reduzida, esse beneficiário terá que trabalhar não um mas quase dois meses a mais.

O factor de sustentabilidade, que se aplica às pensões pedidas depois de 1 de Janeiro de 2008, expressa a relação entre a esperança média de vida aos 65 anos em 2006 com a que for calculada para o ano imediatamente anterior ao do início da pensão. Como os dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que houve uma evolução favorável da esperança de vida de 17,89 anos, em 2006, para 17,99 anos, em 2007, a correcção foi fixada este ano nos em 0,56.

A penalização associada à esperança média de vida poderá igualmente ser compensada com o aumento dos descontos, mas essa opção - os certificados de reforma, já apresentados pelo Governo - só deverá ficar disponível durante o primeiro trimestre deste ano".

João Manuel Rocha, in Público on line 11/01/2008

domingo, 30 de dezembro de 2007

Tomada de Posse dos Orgãos Regionais STAL/ÉVORA

A Tomada de Posse dos Orgãos Regionais STAL/Évora realizar-se-á no próximo dia 11 de Janeiro no Palácio D.Manuel em Évora.


Informação completa em:

porumanovadireccaoregional.blogspot.com

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

STAL REJEITA «CONSTITUIÇÃO EUROPEIA» DISFARÇADA E DEMARCA-SE DA POSIÇÃO DA CES

Por um debate nacional, pelo direito ao referendo
O STAL denuncia a tentativa em curso de fazer aprovar nas costas dos trabalhadores e do povo português o chamado «tratado de Lisboa», através do qual os responsáveis europeus pretendem impor a essência do projecto de «constituição europeia», já chumbado nos referendos de 2005, realizados em França e na Holanda.Tal como a fracassada «constituição europeia», o chamado «tratado de Lisboa», assinado na capital portuguesa, no dia 13, pelos 27 chefes de Estado e governo da União Europeia, pressupõe a federalização da UE e a criação de um super-estado europeu, cujas instituições não eleitas democraticamente seriam dominadas por um directório de países ricos de acordo com os interesses das suas multinacionais.Este projecto prevê um novo sistema de votação que confere aos países mais populosos um peso determinante e estipula a diminuição drástica das competências nacionais, transferindo para a Comissão Europeia a iniciativa legislativa em praticamente todos os domínios.Ao amputar seriamente a soberania nacional, que ficaria reduzida a uma expressão meramente formal, o «tratado de Lisboa» visa sobretudo enfraquecer a firme resistência que os trabalhadores e os povos têm oferecido nos diversos países europeus ao avanço das políticas neoliberais apontadas para destruir e limitar direitos laborais e sociais há muito conquistados.Em coerência com a posição frontalmente assumida em 2005 contra a «constituição europeia», o STAL reafirma hoje, exactamente pelos mesmos motivos, a sua rejeição ao «tratado de Lisboa», cujo enunciado, sublinhe-se, decalca quase na totalidade a forma e o conteúdo do projecto anterior.
Má notícia para os trabalhadores
Neste sentido, o STAL demarca-se claramente da posição divulgada pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES) bem como das declarações feitas, ontem dia 13, pelo seu secretário-geral, Jonh Monks.Ao contrário ao entendimento da CES, que acolheu com «satisfação» a assinatura do «tratado de Lisboa», o STAL considera que este documento é uma má notícia para os trabalhadores e para as populações. De resto, é inaceitável que uma estrutura representativa de trabalhadores afirme que o actual «tratado» constitui um «avanço», evocando um suposto «reforço» do «pleno emprego», e ao mesmo tempo lamente que «o papel do diálogo social e dos parceiros sociais» apenas seja mencionado no capítulo da política social, o que evidencia uma clara subalternização dos sindicatos e dos direitos democráticos de participação e negociação.O STAL não pode igualmente deixar de condenar a afirmação por parte da CES de que este tratado constitui «um reforço dos serviços públicos», notando que, contrariamente à petição promovida pelos sindicatos europeus em favor de uma directiva que protegesse os serviços públicos das «leis do mercado», o «tratado» abre campo à privatização e desregulamentação deste sector essencial, designadamente através de um protocolo anexo ao projecto.Este anexo elaborado pela Comissão Europeia sobre os «serviços de interesse geral» estabelece inequivocamente que os «serviços de interesse económico geral», por exemplo, água e ambiente, serão submetidos às regras do mercado interno da concorrência.Por último, o STAL salienta que a Carta dos Direitos Fundamentais, que se tornaria vinculativa uma vez ratificado o «tratado», representa uma clara regressão quando comparada com a Constituição da República Portuguesa, não podendo concordar com a apreciação da CES que a considera como «um avanço importante» apenas lamentando que «não esteja integrada no tratado».Recorde-se a este propósito que a Carta suprime conceitos básicos como o direito à reforma, ao subsídio de desemprego, ao salário mínimo, ao rendimento mínimo, aos serviços públicos, etc. O Direito ao Trabalho é neste texto transformado em «direito de trabalhar» e na «liberdade de procurar emprego».
Não ao tratado
Exigir o referendo
Perante o alcance e gravidade das implicações do «novo tratado» em todos os domínios da sociedade, o STAL exige a realização de um amplo debate público que culmine com a realização de um referendo vinculativo.O STAL alerta que estão em causa as conquistas democráticas alcançadas com o 25 de Abril de 1974 e sublinha que nenhum governo ou maioria parlamentar têm legitimidade para pôr em causa a soberania e a independência de Portugal.
Lisboa, 14 de Dezembro de 2007
A Direcção Nacional do STAL

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

sábado, 8 de dezembro de 2007

Ecos da Imprensa

«…A arrogância e o desprezo pelas greves está muito para além da discordância com os seus objectivos, é uma manifestação antidemocrática e mais uma, entre muitas manifestações do tardo-salazarismo inscrito no nosso espaço público e que abomina o conflito como se fosse um mal, e que deseja um mundo sem ondas e sem confrontos, onde os negócios prosperem sem complicações, em que uma mediocridade remediada seja a regra para todos e onde a ausência de escrutínio e vigilância democrática decorrem do peso abafador dos consensos. Um pouco como já acontece com a “Europa”.
Mas, a realidade que mobiliza os grevistas é incontornável e tem a ver com o empobrecimento dos portugueses…

…Quando tudo isto é recebido por manobras comunicacionais e spin do Governo e dos seus apoiantes, transformando sinais de empobrecimento e estagnação em sinais de que se vai no “rumo certo”; quando a oposição do PSD continua muda e calada quando não ao lado do Governo, às claras ou às escondidas, a negociar tudo e todos, com meio mundo; quando mesmo os cínicos habituais do jornalismo ficam estranhamente apáticos e complacentes; quando numa sociedade em que as dependências e a precariedade são tantas que poucas vozes são efectivamente livres, apoucar os grevistas de hoje é ser parte da pasmaceira colaboracionista em que nos atolamos. É que há mais dignidade cívica nos grevistas do que naqueles que se queixam por tudo o que é recanto discreto ou anónimo dos males da governação Sócrates e não têm coragem para alto e bom som dizer o que pensam e sofrer as consequências.»

José Pacheco Pereira, Historiador

Público 01/12/2007